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Eletrofisiologista Ana Claudia Venancio é única brasileira na revisão de consenso internacional de marcapasso
A Medicina local pode se orgulhar da distinção que a Dra. Ana Claudia Venancio confere à Juiz de Fora. Eletrofisiologista do Serviço de Arritmias do Hospital Monte Sinai e também do Hospital Albert Sabin, ela foi a única brasileira a atuar como revisora da nova diretriz mundial sobre upgrades e downgrades de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis — como marcapassos, desfibriladores (CDIs) e multissítios.
A diretriz foi publicada nos principais “papers” da área e, em sua elaboração, reuniu especialistas de sociedades internacionais – europeia, canadense, asiática, americana e latino-americana. O documento tem como foco a segurança, o planejamento, a avaliação de risco-benefício e a decisão compartilhada.
Entre os revisores, a Dra. Ana Claudia Venancio representou a LAHRS (Sociedade Latino-Americana de Arritmia Cardíaca), evidenciando sua contribuição científica em nível global. A médica também é Diretora Científica da Galileo Medical Research.

O que o consenso destaca
Indicação individualizada
- Decisões de upgrade ou downgrade devem considerar o estado clínico, comorbidades, fragilidade, expectativa de vida, riscos do procedimento e as preferências do paciente.
Decisão compartilhada como eixo central
- Recomenda-se um processo estruturado, com conversa clara, alinhamento de objetivos terapêuticos e registro de preferências, sobretudo em cenários complexos ou com mudança de metas de cuidado.
Planejamento pré-procedimento é determinante
- Enfatiza-se o planejamento e a contingência, incluindo a avaliação de acesso venoso e, quando indicado, o uso de imagens cardíacas para embasar a decisão e reduzir riscos.
Maior complexidade em upgrades/downgrades
- Esses procedimentos tendem a ser mais complexos que os implantes iniciais, exigindo expertise técnica, avaliação criteriosa das estratégias de acesso e manejo personalizado e seguro dos eletrodos.
Prevenção de infecção e abordagem multidisciplinar
- Prioriza estratégias para redução de risco infeccioso e reforça o papel de equipes multidisciplinares, especialmente em pacientes de maior risco e em reintervenções.