O Hospital Monte Sinai passou a realizar, de forma pioneira em Minas Gerais, a radioembolização de tumor hepático, um procedimento de alta complexidade que representa um avanço importante no tratamento do câncer de fígado e de metástases hepáticas inoperáveis.
A técnica utiliza microesferas de Itrio-90, um material radioativo capaz de agir diretamente no tumor, com maior precisão e menor impacto sobre os tecidos saudáveis. Atualmente, o Monte Sinai é o único hospital do estado a executar esse tipo de tratamento, reforçando sua posição como referência em terapias avançadas.
Como funciona a radioembolização hepática
A radioembolização exige uma estrutura hospitalar altamente especializada e uma equipe multidisciplinar experiente. No Monte Sinai, o procedimento conta com o suporte integrado dos setores de Hemodinâmica, Medicina Nuclear, Imagem, Radiologia e Radiologia Intervencionista, do complexo hospitalar.
O tratamento acontece em duas etapas. A primeira ocorre cerca de uma semana antes da aplicação definitiva das microesferas e inclui a internação do paciente. Nesse momento, é realizado um mapeamento vascular detalhado do tumor, essencial para identificar possíveis conexões com outros órgãos e evitar que o material radioativo migre para áreas indesejadas do corpo.

Precisão máxima e logística rigorosa
Cada detalhe do procedimento é cuidadosamente planejado. A dose de Itrio-90 é personalizada para cada paciente, calculada com extrema precisão e importada diretamente dos Estados Unidos. O material tem uma vida útil de apenas 64 horas, o que exige logística sincronizada e protocolos rígidos de segurança.
A manipulação do Itrio segue normas específicas da Medicina Nuclear: superfícies protegidas, embalagens controladas, tempos definidos para armazenamento e descarte adequado. Durante a infusão, todos os profissionais que entram e saem da sala de Hemodinâmica passam por verificação de radiação com equipamentos próprios, garantindo segurança total.
Para quem o procedimento é indicado
Desde 2018, cerca de 12 radioembolizações já foram realizadas no Hospital Monte Sinai, e novos casos estão em fase de aprovação, especialmente após o procedimento passar a integrar o rol da ANS para tumores primários de fígado.
A técnica também pode ser indicada para:
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Metástases hepáticas inoperáveis
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Tumores secundários, especialmente de origem neuroendócrina, mama e cólon
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Pacientes idosos ou fragilizados que não toleram quimioterapia
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Pessoas com câncer hepático que aguardam transplante de fígado, como forma de controle da doença
Além do controle tumoral, a radioembolização contribui para a melhora da qualidade de vida, com menos efeitos colaterais quando comparada a tratamentos sistêmicos tradicionais.
Referência em inovação e cuidado
Ao oferecer esse procedimento inédito em Minas Gerais, o Hospital Monte Sinai amplia o acesso a terapias modernas e reforça seu compromisso com a inovação, a segurança e o cuidado integral ao paciente oncológico.
Para quem enfrenta um diagnóstico complexo, avanços como esse representam mais do que tecnologia: significam novas possibilidades de tratamento e esperança real.